Aumento dos preços na venda de imóveis residenciais segue tendência de elevação, acumulando nos últimos 12 meses uma alta de 6,29%
Na análise do último mês do Índice Fipe ZAP+, que acompanha o comportamento dos preços na venda de imóveis residenciais em 50 cidades brasileiras, foi registrado um aumento de 0,48% em abril em 2022, após avançar 0,55% no mês anterior.
Comparativamente, o IGP-M/FGV apresentou uma variação mensal de 1,41%, enquanto a expectativa do mercado para o IPCA/IBGE projeta uma alta mensal de 0,95% dos preços ao consumidor, segundo as informações recentemente publicadas no Relatório Focus do Banco Central do Brasil.
Analisadas individualmente, 43 das 50 cidades monitoradas pelo índice apresentaram aumento nominal no preço de venda de imóveis residenciais.
Em 14 delas (como Goiânia, João Pessoa, Vitória, Curitiba e Recife), a variação nos preços de venda de imóveis residenciais superou a inflação ao consumidor esperada para o período (IPCA/IBGE).
Considerando o rol das 16 capitais acompanhadas, 13 localidades registraram elevação de preço no período:
Goiânia (+1,51%),
João Pessoa (+1,48%),
Vitória (+1,37%),
Curitiba (+1,29%),
Recife (+1,25%),
Florianópolis (+0,91%),
Fortaleza (+0,65%),
Salvador (+0,55%),
São Paulo (+0,51%),
Campo Grande (+0,42%),
Belo Horizonte (+0,34%),
Porto Alegre (+0,33%) e
Rio de Janeiro (+0,29%).
Em contraste, houve queda nos preços apurados em três capitais:
Manaus (-1,33%),
Brasília (-0,84%) e
Maceió (-0,09%).
Ao final de abril, o índice da Fipe de Venda Residencial no Brasil exibe uma alta acumulada de 2,07% no ano, variação inferior à inflação ao consumidor de 4,18% (considerando o comportamento observado e esperado do IPCA/IBGE) e à variação acumulada pelo IGP-M/FGV no período (+6,98%).
A alta nominal nos preços residenciais abrangeu, nesse horizonte, todas as 50 cidades monitoradas pelo índice, incluindo as 16 capitais supracitadas, ordenadas da maior à menor variação da seguinte forma:
Goiânia (+8,56%),
Vitória (+7,46%),
Campo Grande (+6,15%),
João Pessoa (+4,29%),
Fortaleza (+4,01%),
Florianópolis (+3,70%),
Maceió (+3,63%),
Curitiba (+3,29%),
Salvador (+2,78%),
Recife (+2,30%),
São Paulo (+1,82%),
Manaus (+1,75%),
Belo Horizonte (+1,57%),
Rio de Janeiro (+0,85%),
Brasília (+0,49%) e
Porto Alegre (+0,33%).
O índice da Fipe registrou um avanço nominal de 6,29% nos últimos 12 meses encerrados em abril de 2022 – variação inferior à inflação acumulada pelo IPCA/IBGE (+12,01%) e pelo IGP-M (+14,66%) no mesmo horizonte temporal.
No cômputo individual, todas as 50 cidades monitoradas registraram aumento nos preços residenciais em suas respectivas localidades, incluindo as 16 capitais:
Vitória (+24,09%),
Goiânia (+20,91%),
Florianópolis (+15,64%),
Maceió (+15,50%),
Curitiba (+15,25%),
Campo Grande (+10,79%),
Fortaleza (+10,70%),
Manaus (+10,14%),
João Pessoa (+9,70%),
Brasília (+8,15%),
Recife (+6,25%),
Belo Horizonte (+5,05%),
São Paulo (+4,45%),
Porto Alegre (+4,17%),
Salvador (+3,91%) e
Rio de Janeiro (+2,25%).
Com base na amostra de anúncios de imóveis residenciais para venda em abril de 2022, o preço médio calculado para as 50 cidades monitoradas pelo índice da Fipe foi de R$ 8.017/m².
Entre as 16 capitais acompanhadas, a cidade de São Paulo apresentou o valor médio por metro quadrado mais elevado no último mês (R$ 9.882/m²), seguida pelo Rio de Janeiro (R$ 9.729/m²), Vitória (R$ 9.140/m²), Florianópolis (R$ 8.913/m²) e Brasília (R$ 8.656/m²).
Por outro lado, entre as capitais monitoradas com menor preço médio de venda residencial, é possível destacar as seguintes localidades: Campo Grande (R$ 4.870/m²), João Pessoa (R$ 5.136/m²), Salvador (R$ 5.478/m²), Goiânia (R$ 5.550/m²) e Manaus (R$ 5.818/m²).
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